Voluntários iniciam trabalho de orientação e relatam expectativa: “experiência única”

Por Daniel Nardin
03/11/2025 16:43 Atualizado em 04/11/2025 00:23

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Com um sorriso ainda tímido no rosto, Andrey Silva, de 20 anos, recebe os primeiros passageiros do dia em um dos ônibus exclusivos para credenciados da COP 30 em Belém, nas rotas que cruzam toda a cidade e levam até a Zona Azul, onde já estão sendo feitas as retiradas dos crachás diariamente. 

Estudante de Sistemas de Informação na Universidade Federal do Pará (UFPA), ele se inscreveu e é um dos 1.375 voluntários registrados e que passaram por treinamento online e presencial para orientar e tirar dúvidas dos participantes da Conferência do Clima. Todos eles receberam uniforme, terão transporte gratuito e vão receber diariamente um ticket que dá direito a alimentação nos restaurantes da Zona Verde. 

“Belém não costuma ter eventos desse tamanho e eu não queria apenas ver pela televisão. Queria participar de alguma forma e o programa de voluntários encaixou bem. Acho que é uma experiência única e um aprendizado para conviver com outras culturas e idiomas”, afirma. Durante o período do evento, parte das aulas devem ser suspensas e, com o documento de que estará trabalhando, os professores vão permitir compensar com trabalhos em casa. “Dá para conciliar e não queria perder esse momento”, disse. 

Na manhã desta segunda-feira (3), sua dupla de trabalho no apoio de transporte foi Clara Valim, de 21 anos, estudante de Ciências Sociais. Filha de paraense, ela nasceu em Florianópolis, para onde a família mudou antes mesmo de ela nascer. Os laços com Belém são fortes e com certa frequência ela visita familiares e passa férias na capital paraense.

Quando soube das inscrições para o programa de voluntariado, falou com sua madrinha e colocou o endereço de Belém, uma das exigências do programa, que priorizou moradores ou jovens que poderiam se hospedar na casa de amigos ou familiares.

“Assim que soube eu corri para me inscrever. Os professores me incentivaram, pois sabem que é uma experiência que dificilmente vou ter de novo. Tenho muito interesse em aprender mais sobre relações internacionais e esse evento é um dos maiores do mundo e na cidade que tenho tanta relação. Não podia perder e vim”, disse, relatando que já está em Belém desde o final de outubro e só retorna para Florianópolis após a COP30. “Quero ajudar a mudar a visão que muitos estrangeiros tem do Brasil e mostrar que sabemos organizar grandes eventos e vamos receber bem as pessoas”, afirma. 

No site oficial da COP 30, a diretora de Relações Institucionais da Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop), Flávia Castelhano, destacou que o planejamento de atuação dos voluntários levou em conta as áreas de maior circulação e necessidade de apoio, garantindo a presença dos colaboradores em diferentes pontos da cidade.

“A gente fez um mapeamento das áreas mais estratégicas para conseguir alocar essas pessoas onde tem mais demanda, onde tem um público maior também. Haverá voluntários na Zona Azul, na Zona Verde, na parte hoteleira, onde houver maior concentração de hóspedes, nos navios e em várias regiões. Também teremos equipes em pontos de ônibus que fazem parte do nosso mapa de mobilidade. A ideia é distribuir voluntários e voluntárias em vários locais da cidade, para apoiar todos os participantes, tirar dúvidas e mostrar como o belenense é receptivo”, afirmou.

A cobertura especial do Amazônia Vox na COP30 tem o apoio da Fundação Itaú, Roche e Tereos.

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Voluntariado

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